Carta em aberto
Tudo bem? Pois comigo não está. Depois de diversas tentativas, cheguei até esta opção. Gostaria que fosse uma escrita feliz e vibrante, infelizmente não é. Ao tentar simplesmente viver, me deparei com diversos degraus e está tudo bem, até o momento de estar esgotada e não querer mais, ceder para o outro ficar bem enquanto vou equilibrando tudo e me quebrando aos poucos.
Ao tomar uma decisão, como outras vezes já feito, é tão difícil, não foi para ferir ninguém e sim para me curar e tentar seguir, não foi afronta, rebeldia, birra e sim uma maneira de dar um basta na minha exaustão. Não foi para dificultar e sim me remendar, só não imaginaria que o efeito seria mais devastador do que estava acostumada.
Só queria colocar um ponto final em algo que fui lidando durante anos e seguir. Tão iludida e ingênua, em cacos tentei me juntar e o que acabei ganhando foi um triturar ao invés de colar.
Recebi um silêncio ao invés de "vamos conversar" e te entendo.
Ao lidar com os traumas, no meio recebi um presente que me fez ter uma crise de pânico tão forte que fiquei sem ar e vomitei. Não teve graça aquela frase.
Sempre me deparo em pânico, tentando ser madura para lidar.
Cvs, respeitando e calando, com um sufoco que faz minha saúde desestabilizar.
Por um lado, tem alguém que só faz se calar e, por outro, uma pessoa que já está cansada também e não aguenta mais.
Não é para fingir que está tudo bem, pois não está. Bora realmente CVS?
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