A visão de Drummond para Bia e de Bia para Drummond
A visão de Drummond para Bia e de Bia para
Drummond
No meio do caminho tinha
flores
Tinha flores no meio do
caminho
No meio do caminho tinha
flores
Nunca me esquecerei das
complexidades da vida
As flores com seus perfumes
entrelaçando em espinhos
No meio do caminho tinha
flores
Jamais irei tirar da memória
as flores do caminho
O perfume que exala e ao
mesmo tempo os espinhos
Tinha flores no meio do
caminho.
E agora rosa?
O ciclo se fechou
Quase nada mudou,
De broto para pétalas
A flor se modificou.
Toda uma trajetória a flor
percorreu,
Deveria amar o cravo,
A rosa amava o espinho
O fato pesado do amor ocorreu
Pois tinha uma flor no meio
do caminho.
A flor se pergunta
Afinal amar é só amar
Ou há receita?
Parece ser quase uma Ceita,
O ato de amar
Vem cheios de questionar, sem
analisar
Afinal tinha uma flor no meio
do caminho
A rosa amava o espinho que
amava o girassol
O girassol amava a rosa que
amava o espinho.
Em um ciclo de desilusão o
amor se propagou
A expectativa no amor se
depositou,
No final tinha uma rosa no
meio do caminho.
Por muito tempo achei que a
ausência do amor é falta
Falta de uma divisão, uma
ilusão depositada no outro
Necessidade de complemento
Para se tornar cem por cento.
A visão estava embasada,
totalmente inadequada
O preenchimento que ansiava
Dentro de mim já
transbordava.
Pois tinha uma rosa no
caminho
Cheia de ângulos e lados
Foi demonstrando que os
caminhos eram diversos
A rosa aprenderia que sozinha
preencheria o seu universo.
No meio do caminho tinha
flores
Tinha flores no meio do
caminho
No meio do caminho tinha
flores.
AUTORA: BIA MELO /Fonte de inspiração, poemas: José, no meio do caminho,
amar, quadrilha, ausência DO POETA Carlos Drummond de
Andrade.
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