Avós (ôs) - IPOEMA

 Um grito ecoa dentro do meu ser: saudades. Na decisão de aproveitar o recesso, me jogo em uma saída com as amigas e as marcas da saudade vêm à superfície e se fazem arrepiar. Cada olhada, leitura, foto, arquitetura, objetos, guiam a garotinha que nunca saiu de mim. Respiro e não piro, sem lembrar quanto tempo faz da nossa última conversa, com um olhar se entendia, a revolta pelo comando da TV, o nosso cotidiano, o sentar e ensinar sobre música do que a própria faculdade. Quando se vai, sobra o quê? Um pedaço em nós, em lágrimas os sentimentos não pedem licença e, quando percebemos, transbordam. Os ensinamentos marcam a mente, sentem as tradições, memórias, era para ser um simples passeio por Ipoema que no fim virou poema. Ao sentir necessidade da escrita, por para fora sem hora, às uma da manhã, o coração responde à moda de viola, evento de interior de Minas, lembrando a adolescência cheia de essência, no formato, acolhimento, sem ter o foco na tecnologia, lentidão, as conversas da cidadezinha com indicação, um coração com um caminhar no profundo da alma, de repente vem à mente o diálogo das amigas entrelaçando seu passado com um breve ato, seu direcionamento volta para branquinha, cheia de memórias entrelaçando ao passado e ao presente e quando caio por mim, o meu ser transborda.

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