2022
Crescendo, me apego à luta, resistência e às potências dos conhecimentos. Dando trabalho de fato com a cabeça erguida, mesmo que a maioria me fira, com voz aos quatro cantos, sempre fui me moldando para ser EU, não um molde onde agradasse o outro e me perdesse no caminho. Apontada, julgada, questionada, sempre tem a galera que tira as suas próprias conclusões. A menina que não era para dar em nada está formada, empoderada, o sistema bate na porta e grita: tudo será em vão. Pois as conquistas incomodam alguns da população, mesmo sem saber os fatos e tão pouco interessados, vêm mostrando dedo apontado e fazendo um turbilhão. Mas não é só de tristeza que esta beleza vive, os momentos mostram quem é de verdade e quem é de mentira, já dizia a cultura popular brasileira. Respirar e amar arte tem que ter culhão, para bater de frente e mostrar que ela é pura revolução. Questionada se é somente desenhar e colorir, ela mostra a sua dimensão e os arcaicos que não entendem, se armam com pura perseguição, até porque a arte é para formar mão de obra e não opinião. E vou seguindo discordando dessa visão onde alegam sua inferioridade nesse mundão. Avisto um novo ciclo surgindo, onde deixo as negativas para trás e trago os aprendizados entrelaçados a possibilidades que o futuro reserva. Com agradecimento e o coração cheio de emoção, me lembro dos chegados, que lutaram, andaram e guerrearam em um mar de revolução e modificação. Agradeço-os de verdade e venho finalizar o texto com a sensação de dever cumprido, mandando um salve para os oprimidos.
Autora: Bia Melo.
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