Nada de história


Nada de história 

Para onde for vou-te levar não sou muito boa com as palavras e nem me expressar, mais quando escrevo as explicações e o que tinha imaginado para aquela dúvida, momento e tempo vão surgindo com um piscar. Quantas vezes-me vi em becos sem saídas e por orgulho preferi calar-me, não segui ir adiante, desistir no meio do caminho ou até mesmo perto do final. Não há explicação quando está perto queima igual vulcão é uma sensação que a distância parece o melhor remédio e desta forma vou preferindo o tédio. Quantas bocas já beijei imaginando e procurando a sua, tentando ter a mesma sensação aquela aflição; quantos corpos já toquei e imaginei-te nu só buscando aquele arrepiar que vem junto um delirar. É um desejo que de repente vai surgindo no ar sem aviso prévio, desta forma decido caminhar, só caminhar sem parar e nem tão pouco olhar para trás somente seguindo em linha reta sem possibilidades de rotatórias ou retornos. Mesmo focando nesta opção em alguns momentos sinto aquela falta de um passado que nunca existiu, só no imaginário lhe faz tão bem, chega a ser algo irracional, ser inexistente uma história e mesmo assim uma simples conversa, estar presente e perto faz-te tão bem. Em um breve instante eu confiei, entreguei-me, enxerguei verdade e aos poucos me desarmai e para alguém que era vendada sobre essas coisas o universo decidiu-lhe pregar peças e tomou a decisão sozinha de tentar modificar uma visão visionária ou até mesmo arcaica, o ruim é que não foi muito favorável e nem viável tentar ser tão radical com algo que já era tão certeiro e ligeiro só com aquela opinião sem modificação. Assim a decisão foi meio óbvia, nada de história.

Beatriz Sanches de Melo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Só porque sou mulher?

A visão de Drummond para Bia e de Bia para Drummond

Do que ter, aquela velha opinião, formada sobre tudo...